Vila Franca de Xira
Actor João de Carvalho quer cumprir dois mandatos
O actor João de Carvalho, candidato do PSD, considerou hoje que a disputa eleitoral para a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira será feita entre ele e Maria da Luz Rosinha(PS) e acusou os restantes partidos de não apresentarem projectos.
"O único competidor da Rosinha sou eu, porque os outros dois candidatos (CDU e BE) são oposição, uma vez que só criticam e não apresentam soluções", apontou o actor, e agora também político.
O actor de 54 anos revelou à Lusa que a principal motivação que o levou a abraçar o desafio autárquico foi o facto de o executivo socialista, liderado por Maria da Luz Rosinha, desde 1997, nunca ter dado prioridade à cultura, e ter deixado morrer duas áreas consideradas pelo candidato social-democrata como fazendo parte da identidade dos vila-franquenses
"Deixam morrer a cultura tauromáquica, quer se goste quer se não goste faz parte da nossa identidade. E deixa-se morrer a cultura da aeronáutica, uma vez que Alverca corre o risco de perder o museu do Ar", acusou.
Outra grande prioridade de João de Carvalho é a recuperação da zona ribeirinha, de forma a valorizar a zona atraindo o turismo e torná-la desfrutável.
"É uma vergonha o laxismo das entidades competentes que deixaram que os esgotos urbanos e industriais não deixem que os habitantes do concelho desfrutem desta zona ribeirinha. Vão fazê-lo para o Parque das Nações", atestou.
A construção do Hospital de Vila Franca de Xira, a criação de um táxi social para os mais necessitados e da Polícia Municipal e a instalação de câmaras de videovigilância nas áreas mais problemáticas, são outras das propostas do candidato.
Relativamente à campanha, João de Carvalho disse que "está a superar as expectativas", uma vez que tem recebido "várias demonstrações de carinho" das pessoas com quem se cruza na rua.
"Tem sido uma experiência extremamente positiva, que vai num crescendo. Nunca fui mal recebido em lado nenhum", sublinha.
João de Carvalho revelou ainda que a sua pretensão é ficar apenas dois mandatos, dos três permitidos pela lei, e depois regressar à sua vida de actor.
"Os oito anos sem teatro vão ser sofridos. Mas se virmos bem as coisas, quase todos os políticos são actores, mas nem todos são bons", sublinhou.
FYS
Lusa